Fala Louzada

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Perguntas e respostas sobre Botox.



Para que serve o BOTOX ® em Medicina Estética ?
O BOTOX ® vem sendo usado para tratamento imediato das rugas da face. Os melhores resultados são para as rugas da testa, as da região entre as sobrancelhas e para as do canto dos olhos, os “pés de galinha”.
O BOTOX®  pode tirar a naturalidade da expressão e deixar a face “endurecida” ?
O BOTOX ® realizado com eficiência, trás um grande resultado. Estes resultados são os responsáveis pela explosão em seu uso. O paciente e o seu círculo de relacionamento familiar e de amizade percebem a melhora, mas esta melhora deve ser natural, e é desejável que não se perceba com facilidade que o BOTOX ® foi aplicado. As pessoas dizem que o paciente está bem, com aspecto descansado e com melhor aparência, O exagero do uso do BOTOX ® apresenta resultados pouco naturais, que não devem ser o objetivo do tratamento. Na Clínica Naturale, preferimos o BOTOX ® para o pé de galinha, para as rugas da testa e para atenuação das rugas da glabela. Deixamos rugas e sulcos de outras localizações para outras técnicas, e assim mantemos os resultados naturais.
A utilização de BOTOX ® é perigosa?
Não. O medicamento foi testado desde 1984 nos Estados Unidos e é liberado pelo FDA americano, que é o mais rigoroso controle de medicamentos do mundo. É liberado desde 1992 pelo Ministério da Saúde do Brasil. O uso inicial era para pessoas que tinham espasmos musculares e mais recentemente começou à ser usado em medicina estética. É um medicamento novo para estética, mas já é muito conhecido por outros usos médicos o que dá segurança em sua aplicação. Nos tratamentos estéticos é usado doses pequenas, de 25 à 50 Unidades, enquanto a dose que provocaria complicações é muito maior, de 3000 Unidades. Sendo utilizado por médicos experientes os problemas são extremamentes raros.
Existe creme BOTOX  ?
O chamado Creme BOTOX   é o Argireline .  A Ação Biológica do creme realmente é parecida com a ação da Toxina Botulínica , mas em intensidade muito menor. Não substitui o BOTOX  , mas pode ser utilizado como um coadjuvante.
O creme , assim como o BOTOX  age na liberação da acetilcolina , as vesículas que fazem parte do nervo e que promovem a contração muscular . O bloqueio da contração , provoca o alisamento da pele a partir da ação menor do músculo.
Em nossa clínica utilizamos o Argireline , o creme com efeito BOTOX  – like apenas como coadjuvante dos tratamentos, sendo parte das formulações dermatológicas.
Existem mais de um tipo de BOTOX ® ?
Existem vários tipos de toxina botulínica o BOTOX ® e o Dysport ® são do tipo A. O Myobloc® é do tipo B. A toxina tipo B tem efeitos semelhantes, mas sua grande utilização é nos poucos pacientes que apresentam resistência ao tipo A, ou seja recebem a aplicação mas os efeitos são pequenos ou de pequena duração. nestes casos o tipo B, Myobloc® pode ser utilizado.
Como funciona o BOTOX ® ?
O medicamento bloqueia o funcionamento do músculo em que foi injetado. O músculo relaxa e não contrai mais por algum tempo. Os músculos em que é injetado não tem função para o corpo e são os que provocam as rugas. Com o relaxamento destes músculos se obtém o desaparecimento das rugas.
A região em que foi aplicado o medicamento fica anestesiada?
Não, não há nenhuma alteração de sensibilidade. O que muda é só a capacidade de movimento de alguns músculos que são os formadores de rugas e sulcos de expressão.
O tratamento serve para todas as idades?
Sim, algumas pessoas que tem estes músculos muito fortes podem ter aparecimento de marcas de expressão muito cedo, mesmo logo após os 20 anos. Em pessoas muito idosas, as marcas são mais profundas e podem necessitar de tratamento complementar com preenchimento, mas todas as idades podem obter beneficio para a aparência com este tratamento.
Quanto tempo dura o efeito do tratamento?
O movimento pode voltar em um período de tempo variável, mas as rugas podem voltar em cerca de 6 mêses ou mais . O BOTOX ® deve ser reaplicado , não imediatamente quando os movimentos voltam, mas um pouco depois , quando as rugas começam a reaparecer. Assim. tudo acontece como se o tempo tivesse sido paralizado, pelo menos, para as rugas.
Existe efeito à longo prazo?
Existe a necessidade de repetir as aplicações para se manter o efeito, mas à longo prazo existe um efeito residual por diminuição da atividade do músculo e controle do hábito de contrair. Pode então ser necessário doses menores para se obter o efeito desejado. Mas isto não ocorre igualmente para todas as pessoas.
A Aplicação de BOTOX ® causa dor ?
É usado material muito delicado para fazer as aplicações, como microagulhas, e também é usado previamente um creme anestésico que deixa o tratamento muito tolerável e bem aceito.Pessoas muito sensíveis, podem ser submetidas a um bloqueio anestésico da região da testa, o que deixa o procedimento ainda mais tolerável.
É um tratamento demorado? É necessário repouso após a aplicação?
Não, a aplicação é simples e dura em média 10 minutos. É feita na própria clínica e o paciente pode voltar imediatamente ao trabalho, não necessita nenhum repouso.
Pode tomar sol após a aplicação?
Não há restrições ao sol por causa do tratamento, no entanto, recomenda-se o uso de filtro solar porque o objetivo é o rejuvenescimento facial.
O tratamento é dispendioso?
O medicamento custa relativamente caro, mas o tratamento acaba não sendo muito dispendioso porque é simples e não necessita hospitalização para ser realizado.
Onde o tratamento está disponível?
A Clínica Naturale foi uma das primeira clínicas a utilizar a toxina botulínica no Brasil e já realizou milhares  de tratamentos. Seus médicos realizam pesquisas e proferem conferências sobre o assunto.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Análise sobre a Dilma e o PT.

Ouça o áudio até o final...é interessante.

Por: Lucia Hipólito.


Clique no link p/ ouvir a análise:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A internet torna você estúpido?!

Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro The Shallows What the Internet is Doing to Our Brains (que poderia ser traduzido como “No Raso o que a Internet Está Fazendo com Nossos Cérebros” e será lançado no Brasil pela Agir). Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando estúpidos. Era o que estava implícito no título de um artigo de Carr em 2008 (ele prefere o qualificativo de “superficiais”) que deu origem a uma controvérsia acesa. E, também, ao livro, que já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos e está sendo traduzido em 15 línguas. Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com os efeitos não pretendidos das “tecnologias de tela” é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção.

“A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários”, lamenta o jornalista. Ele já foi assinante de Facebook e Twitter, mas abandonou esses serviços para manter a concentração e a capacidade de refletir em profundidade. 

Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado em consequência de incêndios florestais que se aproximavam de sua casa nas montanhas Rochosas. 

Seu livro, The Shallows, deplora a internet como ameaça à mente formada pela invenção de Gutenberg, que nos deu o Renascimento, o Iluminismo, a Revolução Industrial e o Modernismo. Mas a invenção de Gutenberg também não destruiu a mente e a filosofia medievais, assim como toda a cultura clássica greco-romana? Ou seria mais preciso dizer que ambas as invenções amplificaram e continuaram a cultura do passado?

Toda tecnologia de comunicação e escrita traz mudanças. Perdemos coisas do passado e ganhamos outras coisas novas. Isso é verdadeiro mesmo para o período anterior a Gutenberg, com a invenção do alfabeto, pela maneira como alterou a memória humana e nos deu maior capacidade de intercambiar informação. A internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica certos modos de pensar e certos aspectos da mente intelectual, mas também, ao longo do caminho, sacrifica outras coisas importantes. [...]

O que pode ser feito em termos práticos e individuais para resistir a essa tendência, reservar algumas horas no dia ou na semana para permanecer desconectado? É o que o Sr. faz nas montanhas do Colorado?

(Risos) Não escrevi o livro para ser do tipo de autoajuda. A mudança que estamos vendo faz parte de uma tendência de longo prazo, na qual a sociedade põe ênfase no pensamento para a solução rápida de problemas, tipos utilitários de pensamento que envolvem encontrar informação precisa rapidamente, distanciando-se de formas mais solitárias, contemplativas e concentradas. Por outro lado, como indivíduos, nós temos escolha. Mesmo que a desconexão se torne mais e mais difícil, pois a expectativa de que permaneçamos conectados está embutida na nossa vida profissional e cada vez mais na visa social, a maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa. 

Seu livro lembra o filme Fahrenheit 451 (1966), de François Truffaut, baseado em romance de Ray Bradbury em que as pessoas decoravam livros para impedir que todos fossem destruídos. O Sr. acredita que essa seja a mensagem mais comum extraída dele, a importância de permanecer desconectado para preservar algo que não se deve perder?

Sim, e fico mesmo gratificado com isso. Muitas pessoas que o leram reagiram dessa maneira. O valor do livro para elas, pessoalmente, foi confirmar algo que talvez não tivessem percebido claramente antes, que estão de fato perdendo essa habilidade de ler e pensar em profundidade. Estão questionando sua dependência da nova tecnologia digital e, em alguns casos, tentam moderar o uso das engenhocas e retornar à leitura de material impresso, reservando tempo para contemplação, reflexão e meditação, modos mais solitários e calmos de pensar. 

As escolas deveriam restringir o uso de computadores e internet pelos alunos, em lugar de se lançar de cabeça na tecnologia?

Sim. Nos Estados Unidos tem havido uma corrida para considerar que computadores na escola são sempre uma coisa boa, até mesmo uma confusão da qualidade do ensino com o tempo que os alunos passam conectados. É um erro. Certamente os computadores e a internet têm um papel importante a desempenhar na educação, e as crianças precisam aprender competências computacionais, a usar a internet de maneira eficaz. Mas as escolas precisam perceber que essa é uma maneira de pensar diferente de ler um livro. É preciso dar tempo e ênfase, no ensino, para desenvolver a capacidade de prestar atenção em uma única coisa, em vez de mover sua atenção entre diversas coisas. Isso é essencial para certos tipos de pensamento crítico e conceitual. [...]

Meu temor é que, na medida em que empurramos celulares, smartphones e computadores para as crianças em idades cada vez mais precoces, elas não venham a desenvolver as habilidades mentais mais contemplativas e atentas. Isso seria uma grande perda para a cultura, pois a expressão artística requer reflexão mais calma, tranquila, introspectiva. Se as crianças perderem isso, veremos uma diminuição nas realizações culturais e artísticas. [...]

Mas é concebível que a internet possa mover-se numa direção que combine os poderes da informação visual com os do texto para promover pensamentos em profundidade?

Tudo é possível, mas cada tecnologia que usamos para fins intelectuais tem certos efeitos e reflete um conjunto particular de premissas sobre como devemos pensar. A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. A tecnologia pode mudar rapidamente, mas não vejo razão para pensar que vá [noutra direção]. [...]

(Folha.com)

Nota: O que mais me chama a atenção nessa entrevista é a constatação de que as pessoas têm reservado cada vez menos tempo para contemplação, reflexão e meditação. Seja sincero, internauta: Nos últimos meses/anos você leu/estudou mais ou menos sua Bíblia? Leu mais ou menos livros? Quanto do tempo que você dedicava a leituras mais profundas você hoje gasta navegando na internet? Defendo a internet como boa ferramenta para obtenção de informações e disseminação de conhecimento (inclusive para evangelismo), mas nosso pensamento não pode ser formado apenas de informação. O conhecimento não pode ser fragmentário, irrefletido; além disso, precisamos tomar tempo para “aquietar” (Salmo 46:10) e conversar calmamente com Deus. Se não formos “temperantes” também no uso da web, nosso precioso tempo se esvairá e nos tornaremos pessoas superficiais e vazias. Que tal desconectar um pouco agora, ler um livro, a Bíblia ou bater um bom papo com Deus, um amigo ou parente?[MB]

Café, chocolate e açúcar podem viciar

Milhares de pessoas têm algum tipo de vício em alimento, um mal responsável por sintomas prejudiciais à saúde e ao convívio social. E não é apenas a cafeína que tem efeitos similares aos de um vício. Engrossam a lista as guloseimas preferidas de mulheres com TPM (tensão pré-menstrual) e das crianças: chocolate e açúcar. Mas, se mesmo podendo viciar, esses alimentos continuam a ser vendidos em qualquer esquina, o motivo é bem simples: os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre eles. O único ponto de acordo é que algumas substâncias podem, sim, causar dependência. Porém, na maioria das vezes, apenas psicológica. “A cafeína, no entanto, tem ação associada ao sistema nervoso central. Ela é um estimulante e atua deixando a pessoa mais disposta, com melhora no raciocínio e na concentração”, afirma João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O chocolate e o açúcar, por sua vez, atuam diretamente no sistema límbico (responsável pelas emoções), estimulando a produção de serotonina. Apesar desses vícios ainda não terem sido equiparados a outros, como o fumo e ao alcoolismo, a falta deles pode trazer sintomas típicos de abstinência – como [...] dor de cabeça.

Confira abaixo os motivos pelos quais café, chocolate e açúcar podem significar um risco à saúde quando consumidos em demasia.


Café – A cafeína age diretamente no sistema nervoso central. Por ter capacidade de chegar à corrente sanguínea, ela atinge o córtex cerebral exercendo efeitos como redução da fadiga e uma melhora na concentração e na capacidade de pensamento. Entre os sintomas de abstinência da cafeína estão dor de cabeça, tremedeira, tontura, aumento da ansiedade e fraqueza. [...]




Açúcar – Festa de aniversário tem bolo. A inclusão de verduras e legumes no prato da criança é recompensada com uma deliciosa sobremesa. Segundo o endocrinologista João César Castro Soares, nossa cultura tem ainda o hábito de gratificar situações de sofrimento e estresse com... um doce. Se o açúcar já era responsável por uma sensação de prazer – associada à produção de serotonina pelo sistema límbico (emocional) -, ele tem ainda um efeito psicológico incutido na educação quando ainda somos crianças. “É quase um antidepressivo, uma cura momentânea para nossas angústias”, diz. De acordo com Soares, os mamíferos em geral, mesmo aqueles que nunca sentiram o gosto doce antes, são estimulados pelo açúcar. “Se você der um pedaço de doce para um cachorro, ele vai ficar agitado e vai querer mais. Isso em função da sensação de prazer que ele sente com esse alimento.”

Excesso de açúcar: além de estimular o ganho de peso e a obesidade, aumenta as chances de se desenvolver diabetes e de aparecimento de cáries. Algumas pessoas apresentam problemas gástricos.



Chocolate – A teobromina, uma substância presente neste doce, estimula a produção do neurotransmissor serotonina, que proporciona uma sensação de prazer e bem-estar. “Minha produtividade no trabalho está atrelada ao consumo de chocolate. Se não como, parece que meu cérebro fica sem energia”, conta a advogada Mariana Veiga, 25 anos. De acordo com o endocrinologista Walmir Coutinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, existem estudos que apontam que a região do cérebro ativada com o consumo do chocolate é a mesma afetada em um dependente de cocaína. O alimento é tão eficiente em proporcionar prazer (e viciar), que, contam os registros históricos, já foi relacionado com forças ditas malignas. “No século 16, os jesuítas deixaram escrito que a bebida feita de cacau consumida pelos nativos era uma coisa do demônio. Isso porque eles não conseguiam parar de consumi-la, era algo viciante”, conta o endocrinologista João César Castro Soares.
[...] De acordo com o endocrinologista Walmir Coutinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, existem estudos que apontam que a região do cérebro ativada com o consumo do chocolate é a mesma afetada em um dependente de cocaína. O alimento é tão eficiente em proporcionar prazer (e viciar), que, contam os registros históricos, já foi relacionado com forças ditas malignas. “No século 16, os jesuítas deixaram escrito que a bebida feita de cacau consumida pelos nativos era uma coisa do demônio. Isso porque eles não conseguiam parar de consumi-la, era algo viciante”, conta o endocrinologista João César Castro Soares. [...]



Excesso de chocolate: por ser um alimento muito calórico, pode acabar em ganho excessivo de peso e até em obesidade. Há ainda problemas indiretos, como um aumento no risco de desenvolver diabetes e problemas cardíacos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Dez estratégias de manipulação da MÍDIA

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “Dez estratégias de manipulação” através da mídia:

1. Estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).”

2. Criar problemas, depois oferecer soluções. Esse método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. Estratégia da gradação. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. Estratégia do deferido. Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para se acostumar com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chega o momento.

5. Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).”

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).”

8. Estimular o público a ser complacente na mediocridade. Promover no público a ideia de que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9. Reforçar a revolta pela autoculpabilidade. Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de se rebelar contra o sistema econômico, o individuo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo no qual um dos efeitos é a inibição da ação. E, sem ação, não há revolução!

10. Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem. No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física quanto psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce controle maior e grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si mesmos.

Fonte;Blog Criacionismo