Fala Louzada

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amenidades? aqui não!!!!!!!!

Até poderia, se me fosse permitido falar somente amenidades com vocês hoje. Amenidades que talvez não fossem incomodar ninguém. Iriam ser lidas, talvez digeridas e no final das contas sobraria: o nada. Amenidades que eu digo do tipo se eu fosse comentar e analisar a repercussão na mídia e no mercado internacional quando souberam que a Luciana Gimenez está grávida. Ou que o troglodita do Dado Dolabella foi visto beijando um novo “affair”. E em Búzios! Não é incrível isso? Quer mais? A Juliana Paes exibiu sua barriga de grávida durante as compras no Rio. Que coisa né? E a Lindsay Lohan que continua em tratamento e sob vigilância? Será que foi por isso tudo que o dólar caiu? Ou será a causa da Dilma ter aparecido com uma bota ortopédica? Do tipo foi tudo muito forte para ela. Ah, coitada!
Mas uma coisa é certa! Eu não me permito fazer um papelão desses. Aqui não tem amenidades. O papo é mais sério.
E agora falando sério o que é José Dirceu? Deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil, dizendo que Lula não é uma, nem três, mas duas vezes maior que o PT – será um número cabalístico? – e que Dilma que virou em suas palavras um “projeto” será mais importante se eleita até do que o próprio presidente Lula, pois Dilma representa todos do PT e que ela não é uma liderança que tenha uma grande expressão popular e sim a expressão de um projeto político? De quem? Do próprio Zé? Do Lula? Do PT?
Isso então me deixa com várias (outras) questões, e a primeira e mais cavernosa é: o que Zé Dirceu faz nos bastidores como se ninguém soubesse quem ele é, o que representa e o que pretende? Isso é apavorante!
Se Dilma representa o PT, o que Lula representa então? Será que ele é a personificação de algo mitológico? Será então um ser do outro mundo? Ou será algo maior ainda que transcende qualquer tentativa de se achar uma explicação para o que seja Lula?
Se Dilma não tem expressão popular, por que lançá-la candidata? É justo ludibriar os eleitores do Lula dessa forma covarde? Será que eles sabem que Dilma usa saias e que ela não é o Lula sem barba? É verdadeiro Dilma se eleger ou qualquer um do PT usando a expressão popular do chefe barbudo? E, se for assim, o que é Dilma? A sombra de Lula? Ou realmente Dilma é Lula? Será Dilma uma boneca de ventríloquo? Se for de quem será a voz? E a cabeça pensante? Haverá cabeça pensante?
Zé Dirceu disse que Dilma não tem raiz histórica no país, mas, como Lula, iria criar a sua; se isso é verdade não seria a hora exata de cortar o mal pela raiz?
E, falando em mal e raiz, Lula como sempre tira o corpo fora e mostra que não quer resolver coisa alguma, e, claro, devolve toda a questão em torno da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para a opinião pública, fazendo com que ela pareça ser apenas uma vítima de uma perseguição maquiavélica e imaginária feita pela oposição por ela ser considerada o braço-direito da candidata Dilma. Como Lula é criativo! Se ele usasse pelo menos uma porcentagem dessa criatividade para melhorar a saúde, a educação, já estaria de bom tamanho.
Como também estaria de bom tamanho se Lula e Dilma parassem com o discurso de que se fará uma investigação minuciosa e que a punição será exemplar, doa a quem doer. Só que depois de tsunamis de lama, escândalos para todos os gostos, ainda não vi faltar analgésico no mercado. O que me faz concluir que se houve alguma punição não doeu em ninguém.
E ninguém vai conseguir me convencer que gostou do último debate dos presidenciáveis que mostrou novamente o mesmo filme de ataques, acusações e de poucas falas sobre trabalho e metas. Tivemos uma novidade: um candidato-comediante.
Enquanto eu procuro meu título de eleitor…
Salvem as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.


Por: 

Claudio Schamis

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Faltando inspiração....leia alguns pensamentos:


“De nada adianta correr se estamos na estrada errada.” Provérbio alemão 


“É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas.” Saint-Exupèry

“A evolução é erroneamente tomada como uma explicação. Ela tem o condão fatal de deixar em muitas mentes a impressão de que elas a entendem e entendem todo o resto; da mesma forma que muitos alimentam a falsa impressão de que leram A Origem das Espécies. [...] perpassa todo o tratamento racionalista da história essa ideia curiosa e confusa de que a dificuldade é evitada, ou mesmo o mistério é eliminado, pela consideração da simples protelação ou de algo que retarde o processo das coisas. [...] a questão aqui é a falsa atmosfera de facilidade e despreocupação conferida pela mera sugestão de ir devagar.” G. K. Chesterton, O Homem Eterno, p. 25

“Os cristãos, se fossem realmente remidos, deviam parecer mais alegres.”Friedrich Nietzsche

“Fé não é acreditar que Deus pode, mas que Deus quer.” Abrahan Lincoln

“Há tanta coisa boa no pior de nós, e tanta coisa ruim no melhor de nós, que dificilmente convém a qualquer de nós falar sobre o resto de nós.” Edward Wllis Hoch

“Dúvida é uma pergunta sincera. Descrença é não querer ouvir a resposta.”Ian Judson

“Fé não é acreditar sem provas, é confiar sem reservas — confiança em um Deus que Se mostrou digno dessa confiança.” Michael Green

“Antes de escrever, deve-se aprender a pensar.” Nicolas Boileau

“O cristianismo, se é falso, não tem nenhuma importância, e, se é verdade, tem infinita importância. O que ele não pode ser é de moderada importância.” C. S. Lewis

“A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão.” John Wesley

“Você não é tão mau para ingressar na igreja, nem tão bom para permanecer afastado dela.” E. C. McKenzie

“A competição desperta o que há de melhor nos produtos e o que há de pior nas pessoas.” David Sarnoff

“Um homem que ousa desperdiçar uma hora ainda não descobriu o valor da vida.” Charles Darwin

“O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação; e as ações são as que dão o ser ao pregador. Ter nome de pregador ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes.”Pe. Antônio Vieira, século XVII

“Tanta gente quer entrar no Big Brother. Pra quê? Pra começar uma carreira de ex-BBB? Começar a ser ex?” Alexandre Santos e Silva

“A Internet aproxima quem tá longe, mas afasta quem tá perto.” Lídia Freitas

“Se eu crer em Gênesis 1:1, 'No princípio Deus...', o restante da Bíblia não será problema para mim.” A. W. Tozier

“Não encontro dificuldade em Jonas ser engolido por um peixe. Eu acreditaria no relato ainda que a Bíblia dissesse que foi Jonas que engoliu o peixe!” Billy Graham

“É bom desmascarar os nossos pecados, para que eles não nos desmascarem.” Thomas Watson

“Os ateus têm um deus em que nem eles acreditam.” Millôr Fernandes

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas; os livros só mudam as pessoas.” Mário Quintana

“Na boca de quem não presta quem presta não vale nada.” Anônimo

“Os homens sempre precisam estar pesquisando, sempre aprendendo; contudo, há um infinito além.” Ellen G. White

“Um homem piedoso não irá até onde ele pode, para que não vá mais adiante do que ele deve.” Thomas Watson

“Aquele que aprendeu a lidar construtivamente com sua angústia, aprendeu o mais importante.” Soren Kierkegard

“Não é que eles não vejam a solução. O que eles não enxergam é o problema.” G. K. Chesterton, escritor britânico

“Jesus não esmagou a Tomé com censuras, nem entrou com ele em discussão. (...) por Seu generoso amor e consideração, derribou todas as barreiras. Raramente se vence a incredulidade pela discussão. antes isso como que a põe em guarda, encontrando novo apoio e desculpa.” Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 808

“A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado.” Michael Keller, pesquisador polonês que formulou a Teologia da Ciência

“Gene é o programa mais sofisticado que roda por aí.” Bill Gates

“Em geral o homem crê só por ouvir discursos. Deveria, porém, raciocinar um pouco.” Johann Wolfgan von Goethe, escritor alemão

“Onde está a vida que perdemos vivendo? Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos com a informação? Os ciclos do céu em vinte séculos nos levaram para mais longe de Deus e mais próximos do pó.” T. S. Eliot (1888-1965)

“Uma vida sem ponderação não é digna de ser vivida.” Sócrates 

“A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito.” Denis Diderot

“Não desperdice o tempo, pois é disso que a vida é feita.” Benjamin Franklin

“Nenhum homem é honesto, até que seja honesto para com Deus.” Roy Smith

“Um pouco de filosofia inclina a mente do homem para o ateísmo, mas a profundidade em filosofia o avizinha da religião.” Francis Bacon

“A superstição é para a religião o que a borra é para o vinho, e os resíduos para os metais.” Benjamin Franklin

“O cristão é a Bíblia do mundo; mas em alguns casos uma revisão se torna necessária.” Dwight Moody

“Quase sempre preferimos o conforto da opinião sem o desconforto da reflexão.” John F. Kennedy

“O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.” Millôr Fernandes

“Quem se senta no fundo de um poço para contemplar o céu, há de achá-lo pequeno.” Han Yu

“A probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia.” Edwin Conklin

“Os preconceitos ocupam uma parte do espírito e infectam a outra.” Nicolas de Malebranche

“Nunca tenha medo da dúvida se você tem a disposição de acreditar.”Samuel Coleridge

“A fé e a razão caminham juntas, mas a fé vai mais longe.” Agostinho

“Um homem sem um país é um exilado no mundo; um homem sem Deus é um órfão na eternidade.” Henry van Dyke

“Algumas das maiores dádivas de Deus são preces não atendidas.” Garth Brooks

“Se você pensa que alguma coisa está certa só porque todos acham isso, não está pensando.” Vivienne Westwood

“O Universo, por si só, exige a existência de um ser superior que foi capaz de fazer dele uma realidade. Se não há um Deus Criador, então, fica difícil, senão impossível, explicar a existência da vida.” Guttfried Wilhelm Leibnitz

“Cada fórmula que expressa a lei da natureza é um hino de louvor a Deus.”Maria Mitchell

“O darwinismo funciona como o mito cosmológico central da cultura moderna - como a peça central de um sistema quase religioso que é conhecido como sendo verdadeiro a priori em vez de uma hipótese científica que deve ser submetida a rigoroso teste.” Phillip Johnson, Darwin on Trial [Darwin no banco dos réus]

“Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem.” Robert Musil, em O Homem sem Qualidades

“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.” Paulo Freire

“Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação. Caráter é aquilo que você é, reputação é apenas o que os outros pensam que você é.”John Wooden

“Pertencemos ao lugar aonde queremos ir.” Wernher Von Braun

“Quando se crê em Deus, não há cotidiano sem Milagres.” Nikos Kazantzakis

“Não podemos mostrar a Cristo nosso amor, porque não podemos vê-Lo. Mas diariamente encontramos nossos vizinhos - podemos fazer por eles o que gostaríamos de fazer por Cristo.” Madre Teresa de Calcutá

“Haverá eterna perda por todo conhecimento e capacidade não alcançados, que poderíamos ter ganho.” Ellen G. White

“Há um vazio no formato de Deus no coração de todo homem.” Blaise Pascal

“Nossos corações não repousam até que encontrem repouso em Ti.”Agostinho

“A desgraça do ignorante consiste em julgar, não sendo ele nem distinto nem inteligente, que o é o quanto lhe basta; ora, quem não se vê carecido de alguma coisa, não aspira àquilo que não imagina lhe esteja faltando.”Sócrates

“A praga de nossa época é a falta de sentido. A pessoa moderna tem meios para viver, mas muitas vezes não tem um significado pelo qual viver.” Victor Frankl

“Aquele que tem um porquê pelo qual viver pode suportar quase qualquer coisa.” Friedrich Nietzsche

“O hoje é meu. O amanhã não é da minha conta. Se eu insistir em tentar olhar pelo nevoeiro do futuro, vou estragar meus olhos espirituais e isso impedirá que eu veja claramente o que é exigido de mim agora.” Elisabeth Elliot, Keep a Quiet Heart

“Se somos escravos da circunstância, certamente falharemos em aperfeiçoar um caráter cristão. Você precisa dominar as circunstâncias, e não permitir que as circunstâncias o dominem.” Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 46, 47

“As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas e, no entanto, elas passam por si mesmas sem se admirarem.” Santo Agostinho

Gays nascem gays?


No mundo gay há a defesa da ideia de que pessoas nascem homossexuais. Isso é comprovado pela ciência? É o homossexualismo determinado geneticamente? Ou será uma escolha de comportamento decidida ao longo dos anos, especialmente na infância e adolescência? Existe um "gen gay"? Essa discussão começou em 1993, quando a revista científica de respeito mundial, aScience , publicou um estudo feito por Dean Hamer dizendo que a ciência estava no limiar de provar que a homossexualidade seria inata (se nasce com ela), genética e, portanto, imutável, sendo uma variante normal de natureza humana. (Satinover, Jeffrey, "Is There a 'Gay Gene?'", National Association for Research and Therapy of Homosexuality (NARTH) Fact Sheet, March 1999, p. 1.)

A mídia logo jogou combustível no fogo. Revistas famosas, como aNewsweek, jornais como o The Wall Street Journal, e muitas outras publicações anunciaram em manchetes as sugestões de que cientistas haviam descoberto um “gen gay”. A revista Time intitulou sua matéria: “Born Gay?” (“Nascido Gay”) (26 julho de 1993).

Contudo, até agora não foi descoberto o tal “gen gay” pela ciência. O próprio Hamer, ele mesmo revelado como gay, mais tarde disse: “Fatores ambientais têm um papel [no surgimento da homossexualidade]. Não existe nenhum gen mestre que faça as pessoas gay. ... Não creio que seremos capazes de predizer quem será gay” (Hamer, Dean and Peter Copeland, The Science of Desire [Simon & Schuster, 1994]).

Hamer havia dito que a homossexualidade poderia ser ligada aos achados do cromossomo X. Ele encontrou que de 40 pares de irmãos homossexuais, 33 (83%) receberam a mesma sequência de cinco marcadores genéticos. Outros cientistas, contudo, tais como N. E. Whitehead, Ph.D., co-autor de My Genes Made Me Do It! (Meus Gens me Fizeram Fazer Isso!), encontraram uma série de problemas com o estudo de Hamer. Whitehead primeiro apontou que o estudo falhou no controle do grupo da população geral, notando que se a mesma sequência do cromossomo X que apareceu nos homens homossexuais também apareceu na população geral de homens heterossexuais, então o gen é insignificante.

Outro problema com o estudo é que Hamer não testou os irmãos heterossexuais dos homens homossexuais para ver se eles tiveram o gen, e alguns dados daqueles homens heterossexuais indicaram que eles tinham sequências de gens idênticas. Outro dado é que sete dos pares de homossexuais não possuíam a necessária sequência genética (Whitehead, Neil and Briar Whitehead, My Genes Made Me Do It! - Huntington House, 1999, p. 141).

Somando-se ao estudo de Hamer, dois outros grandes estudos atraíram a atenção da mídia no começo nos anos 90. Um deles, feito em 1991, por Simon LeVay, se tornou mais tarde conhecido como o “estudo do cérebro”. Em seu artigo "A Difference in Hypothalamic Structure Between Heterosexual and Homosexual Men" (“Uma Diferença na Estrutura Hipotalâmica Entre Homens Heterossexuais e Homossexuais”), LeVay tentou encontrar diferenças nos hipotálamos (região cerebral) de homens homossexuais e heterossexuais. Também publicado na Science(LeVay, Simon, "A Difference in Hypothalamic Structure Between Heterosexual and Homosexual Men", Science253 [1991]: p. 1034-7). LeVay descobriu que o cérebro dos 19 homossexuais do estudo eram mais semelhantes em tamanho aos cérebros femininos. E agora? Isso comprovou ser a homossexualidade algo biologicamente determinado?

LeVay estudou cérebros de 41 pessoas, incluindo seis mulheres, 19 homossexuais e 16 homens presumivelmente heterossexuais. Ele examinou uma parte do hipotálamo chamada de INAH-3 e relatou que ela era mais do que duas vezes maior em homens heterossexuais do que em homens homossexuais. Deduziu que “a orientação sexual tem um substrato biológico” porque se os cérebros de homens homossexuais eram mais iguais em tamanho aos cérebros de mulheres do que aos dos homens heterossexuais, então os homens gays devem ser mais biologicamente semelhante às mulheres.

Porém, o que o público em geral não sabe é que muitos pesquisadores encontraram falhas nesse estudo, incluindo o próprio LeVay, que disse: “É importante enfatizar o que eu não encontrei. Eu não provei que a homossexualidade é genética, ou que encontrei uma causa genética para se nascer gay. Não mostrei que homens gays nascem desse modo, [que é] o erro mais comum que as pessoas fazem ao interpretar meu trabalho. Nem localizei um centro gay no cérebro” (Byrd, A. Dean, Shirley E. Cox and Jeffrey W. Robinson, "The Innate-Immutable Argument Finds No Basis in Science: In Their Own Words: Gay Activists Speak About Science, Morality, Philosophy" - September 30, 2002. Accessed 10 February 2006). Dos 19 homossexuais do estudo de LeVay todos morreram por complicações da aids, e é possível que a diferença no tamanho do cérebro deles tenha sido causada pela doença e não por serem homossexuais (LeVay, Simon, Queer Science (MIT Press, 1996), p. 143-45).

O terceiro maior estudo alardeado como “prova” da ligação entre homossexualidade e genética foi feito em 1991 pelo psicólogo Michael Bailey e pelo psiquiatra Richard Pillard. Usando pares de irmãos — gêmeos idênticos, gêmeos não-idênticos, irmãos biológicos e irmãos adotados —, Bailey e Pillard tentaram mostrar que a homossexualidade ocorre mais frequentemente entre gêmeos idênticos. Mais uma vez, o que a maioria das pessoas não sabe e a mídia não anunciou devidamente é que esse estudo na realidade provê apoio para os fatores ambientais e não para a genética! Se o homossexualismo estivesse enraizado na genética, então os dois gêmeos teriam que ser homossexuais 100% das vezes, o que não ocorre na realidade (Byne, William, "The Biological Evidence Challenged", Scientific American - May 1994: p. 50-55).

Bailey e Pillard verificaram no estudo que entre os gêmeos idênticos 52% eram ambos homossexuais, comparados com os não idênticos, entre os quais somente 22% compartilharam a mesma orientação homossexual. Em 9,2% do tempo, ambos os irmãos não gêmeos foram homossexuais, e em 10,5% do tempo ambos os irmãos adotivos foram homossexuais.

Dr. Whitehead explicou mais tarde: "Gêmeos idênticos têm gens idênticos. Se a homossexualidade fosse uma condição biológica produzida inescapavelmente pelos gens (como a cor dos olhos), então se um gêmeo idêntico fosse homossexual, em 100% dos casos seu irmão seria também. ... Os gens são responsáveis por uma influência indireta, mas, em média, eles não forçam as pessoas para a homossexualidade. Essa conclusão tem sido bem conhecida na comunidade científica por umas poucas décadas mas não tem alcançado o público geral. De fato, o público crê aumentadamente no oposto” (Whitehead, N.E., "The Importance of Twin Studies." Accessed 10 February 2006).

(Dr. Cesar Vasconcellos de Souza; matéria baseada no artigo de Melissa Fryrear)

Além de darwinista, Veja é “gayzista”


Se a imparcialidade é um alvo impossível para a imprensa, pelo menos a coerência e a honestidade deveriam ser esperadas dela. Ao passo que a revista Veja prega a tolerância aos homossexuais e o combate à homofobia (no que não está errada), vive atacando os criacionistas e defensores da teoria do design inteligente. Ou seja, a tal tolerância é seletiva. Veja se mostrou darwinista muitas vezes em sua trajetória editorial, agora, com a matéria de capa desta semana, deixa claro que também é “gayzista”. A matéria em questão é mais uma parte da bem orquestrada campanha para adestrar jovens a ver como normal aquilo que originalmente não deveria ser. O controvertido filósofo Júlio Severo afirma em seu site que “os adolescentes vivem um contexto social hoje onde a mídia de massa, o governo e as escolas impõem o homossexualismo como normal. Qual deveria ser o resultado? Veja falou do efeito, mas não falou das causas, nem dos causadores. Veja foi incapaz ou inepta de ver os jovens entrevistados como vítimas de propaganda. Será que devo me fazer de inocente e insinuar que Veja não sabe de nada e que Veja não tem parte nenhuma nessa propaganda?”

Severo compara: “O mesmo tipo de propaganda, quando era direcionado para favorecer o comunismo na União Soviética, produziu mais adolescentes que se assumiam comunistas e que viam o comunismo como normal. O mesmo tipo de propaganda, quando era direcionado para favorecer o nazismo na Alemanha da década de 1930, produziu mais adolescentes que se assumiam nazistas e que viam o nazismo como normal. O mesmo tipo de propaganda, que agora é direcionado para favorecer a ideologia homossexual, fará o que entre os adolescentes? Diminuição no desejo de assumir a homossexualidade?”

E ele aponta também a ironia: “Na Alemanha nazista, era moleza um adolescente se assumir nazista, mas ai dele se dissesse que era contra o nazismo! Na União Soviética, era moleza um adolescente se assumir comunista, mas ai dele se dissesse que era contra o comunismo! No Brasil socialista e esquizofrênico de Lula, é moleza um adolescente se assumir homossexual, mas ai dele se disser, na escola ou num programa de TV, que é contra o homossexualismo!”

Nessa de normalizar o anormal, já li nas páginas de Veja (e outras publicações, como a Superinteressante, por exemplo) que o adultério é normal e aceitável porque o homem foi “projetado” pela evolução para espalhar seus genes a torto e a direito. E a mulher darwinista não tem que reclamar disso, nem de seu papel de parideira. Será que daqui a algum tempo vão criar a lei da “adulteriofobia”, alegando que os “adúlteros normais” estão sendo discriminados? Eles também poderão alegar que nasceram assim e que temos que aceitá-los como são. E ainda poderão apelar para a ciência evolucionista a fim de se justificar.

Pior mesmo são as tentativas furadas de explicar evolutivamente o homossexualismo. Nenhuma convence. Sim, porque se todos fossem homossexuais, o grande imperativo da procriação estaria ameaçado.

Deus criou Adão e Eva, não Adão e João ou Eva e Maria. Na complementaridade dos diferentes é que surge “uma só carne”. Mas, como para a imprensa secular a criação é história da carochinha, “normal” é termos surgido por acaso; normal é unir côncavo com côncavo e convexo com convexo.

A tolerância ensina que devemos aceitar o diferente, o que não significa que não possamos discordar disso e manifestar educadamente nossa discordância – tanto do diferente quanto da estratégia de normalização do diferente.[MB]

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Serra perde para o bom momento do país

Não é só Lula ou Dilma que atrapalham o tucano. O maior adversário do candidato do PSDB é o momento que o país vive. Por Leandro Mazzini



O folclore em torno de campanhas políticas de uma tão jovem democracia eleitoral – são apenas 24 anos desde a abertura – é demasiado rico a ponto de podermos cravar uma certeza diante de tantas especulações, sejam de especialistas ou do simples palpiteiro de bar: só as urnas comprovam as massas. Não que pesquisas sejam mal direcionadas ou, pelas pequenas amostras, passem longe da escolha popular. Elas servem para nortear discursos e indicar tendências. O fato é que um candidato se faz com o tempo. Ele confecciona sua imagem e consolida suas ideias a cada desafio, eleitoral ou administrativo. Assim pensa o tucano José Serra, pelo que já se viu de seu perfil nesta campanha. Mas então vem a pergunta inevitável relembrando a trajetória do candidato do PSDB: onde Serra errou, ou erra?
É um primeiro equívoco. Engana-se quem julga o momento como um conjunto de ações acertadas, ou desnorteadas. Os erros e acertos de uma campanha podem ser avaliados futuramente, em análise aprofundada. O dinamismo das campanhas, agora tão mais aceleradas no contexto da internet, TV, rádio, rua, palanque, eventos, discursos para todos os gostos e tribos, não permite avaliações instantâneas. Entra-se no jogo e dele só sai vencedor ou derrotado. Contam-se os mortos, feridos e heróis na hora do balanço. José Serra entrou no jogo ciente do risco que correria, que esta é a sua última chance de chegar ao Palácio do Planalto. Motivado pela ambição que sempre ocultou desde que perdeu em 2002, tornou-se um estrategista fechado em sua técnica. E, por isso, um centralizador, sim, ao contrário do que dita aos holofotes.
Serra nunca deixou de ser o candidato, contou-me certo dia o presidente do PSDB de São Paulo, deputado federal Mendes Thame. Explicava isso diante dos sinais emitidos das montanhas mineiras de que Aécio Neves o engoliria na disputa pela indicação. Serra manteve-se impassível como governador. Essa foi uma técnica. Elucidou-me isso o federal Stangarlini, também próximo do tucano, numa tarde no Congresso: Serra não poderia adiantar a disputa. Se se apresentasse à mídia como nome ao Planalto quando Aécio apareceu como pré-candidato, em meados de 2009, o governador paulista perderia o controle do estado que administrava, o controle do PSDB paulistano e se transformaria muito rapidamente em alvo do PT – como hoje. Essa foi a segunda técnica de Serra.
Deste modo, Serra perde para ele mesmo. Perde porque demorou a se lançar e a consolidar seu nome como candidato a presidente desde o início de 2009, como queriam os aliados do DEM, PPS e do PSDB. Este, sim, pode ser um equívoco eleitoral – e não erro político, é necessário distinguir. Ao passo que ele se preservou no poder paulista, perdeu espaço para o crescimento contínuo de Dilma Rousseff, que adentrava rincões como potencial nome petista à sucessão. Mas se Serra assistiu a tudo passivo, retardando seu projeto, teve um acerto administrativo: conseguiu entregar o governo de São Paulo sem crises internas, nem rachas no seu partido. E partiu para a briga. Tardiamente, mas partiu.
Serra perde para ele mesmo porque não consegue agregar aliados. Não conversa. E não sou eu quem diz. Ouço isso diariamente tanto de adversários, pela maldade verbal cabível à disputa, mas principalmente dos próprios aliados, que veem em Aécio Neves o grande diferencial da aglutinação ausente em Serra.
E por fim, Serra perde – segundo as pesquisas – principalmente por um fator inédito na História do país. A força popular de um presidente que vira um mito, com alta aprovação. Quando Hillary Clinton desistiu de disputar as prévias com Barack Obama, foi porque ouvira de seu maior guru: é difícil lutar contra um movimento. Ele falava de toda uma áurea que envolvia o senador adversário: o negro, o carisma, o projeto, a boa equipe e uma frase de efeito. Pode-se dizer que, no Brasil, com o cenário sóciopolítico e econômico sem estremecimentos de hoje, é difícil lutar contra um movimento: a continuidade do que está aí. No melhor dos bordões, o que se passa pela cabeça do povo é a metáfora que Lula ainda não disse no melhor de seu estilo: em time que ganha, não se mexe.
Serra perde, na verdade, para essa conjuntura socioeconômica. Não é só Lula ou Dilma que atrapalham o tucano. O maior adversário do candidato do PSDB é o momento que o país vive. Em suma, é o que Serra se pergunta todos os dias: como se apresentar como alternativa de poder para uma massa popular satisfeita com o país em que vive, independentemente de números e índices.
Nota do autor – Em política, a eloquente falácia é a melhor arma num coldre sem balas. No faroeste eleitoral há um vício imutável que pouco importa aos olhos da massa no tiroteio verbal: a ausência de um programa de governo. É isso o que derruba o discurso e o mandato dos candidatos. Sinceramente, não vejo programa convincente em nenhum deles.